Publicação mensal de balanços e geração de valor

Postado em: 10 de dezembro de 2025 por: Reginaldo Alexandre
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Seria o alargamento de prazo de divulgação de demonstrações financeiras o melhor caminho para reduzir a volatilidade e a especulação sobre o preço de ações, como sugerido recentemente pelo presidente Trump?

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez veemente manifestação em favor do aumento do intervalo – atualmente trimestral – de publicação de demonstrações financeiras de companhias de capital aberto. Isso, com objetivo de reduzir a volatilidade e a especulação sobre o preço de ações de empresas listadas nas bolsas de valores.

Pois existem evidências, no mercado brasileiro, de que exatamente o OPOSTO é que funciona.

Anos atrás, quando isso ainda era possível, duas companhias brasileiras de capital aberto – Copene (atual Braskem) e Vale – tomaram a iniciativa ousada de publicar resultados mensalmente, sempre com o cuidado de ressalvar  que os resultados parciais publicados, não auditados, poderiam ser revisados posteriormente, inclusive por intervenção dos auditores  independentes.

Qual a consequência disso? A volatilidade e a especulação com o preço das ações das empresas citadas diminuíram drasticamente, pois restavam poucas dúvidas – com a divulgação dos resultados mês a mês – sobre qual seria o lucro ou prejuízo do trimestre, a serem divulgados no momento seguinte.

De alguma maneira, isso já acontece hoje com bancos, seguradoras e resseguradoras, cujos resultados mensais – por exigência da regulação –  já podem ser acessados via Banco Central e Susep, respectivamente.

A solução para o problema, portanto, TALVEZ repouse no contrário do que está sendo sugerido com tanta ênfase.

Sobre

Economista, com vinte anos de experiência na área de análise de investimentos, como analista, coordenador, organizador e diretor de equipes de análise, tendo ocupado essas posições, sucessivamente, no Citibank, Unibanco, BBA/Paribas, BBA (atual Itaú-BBA) e Itaú Corretora de Valores. Atuou ainda como analista de crédito corporativo (Citibank) e como consultor nas áreas de estratégia (Accenture) e de corporate finance (Deloitte). Hoje, atua na ProxyCon Consultoria Empresarial, empresa que se dedica às atividades de assessoria e prestação de serviços nas áreas de mercado de capitais, finanças e governança corporativa.

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