Aprendizados pós-oferta inicial

Data Original: 14/06/2011
Postado em: 14 de dezembro de 2016 por: Reginaldo Alexandre
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Reportagens - Revista Mundo Corporativo

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Uma IPO bem-sucedida não se limita à boa condução de uma empresa até a Bolsa. Não basta estar bem posicionado em seu segmento de atuação e contar com bons fundamentos econômicos. As estreantes precisam romper uma barreira nada desprezível: o desconhecimento do mercado. Caso contrário, correm o risco de ver suas ações desabarem em períodos de turbulência, alerta Reginaldo Alexandre, presidente da Associação dos Analistas Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec) de São Paulo.

“A melhor forma de obter liquidez é ampliando o grau de cobertura dos papéis. Isso só se faz com um trabalho ativo de aproximação com gestores e analistas. Esses profissionais são os propagadores naturais das informações da companhia”, diz Alexandre.

Castigado pelo declínio generalizado da safra de empresas que abriram capital antes da crise global, o mercado tirou lições preciosas. Alexandre afirma que, atualmente, é comum que as organizações montem áreas de Relações com Investidores antes mesmo de estruturar o IPO. “Quanto mais cedo esse trabalho começar, melhor para empresa, que obtém ganhos na comunicação com analistas e potenciais investidores”, elogia.

Sobre

Economista, com vinte anos de experiência na área de análise de investimentos, como analista, coordenador, organizador e diretor de equipes de análise, tendo ocupado essas posições, sucessivamente, no Citibank, Unibanco, BBA/Paribas, BBA (atual Itaú-BBA) e Itaú Corretora de Valores. Atuou ainda como analista de crédito corporativo (Citibank) e como consultor nas áreas de estratégia (Accenture) e de corporate finance (Deloitte). Hoje, atua na ProxyCon Consultoria Empresarial, empresa que se dedica às atividades de assessoria e prestação de serviços nas áreas de mercado de capitais, finanças e governança corporativa.

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